quarta-feira, 7 de março de 2012

A Mulher Japonesa

a esquerda uma modelo; a direita Erika Toda, atriz

 Outra mulher que gostaria de falar sobre ela aqui no ASM é a mulher japonesas, uma das mais admiradas do mundo, devido a sua beleza, ou talvez por sua aparência ingênua. Mas o que nós importa mesmo é o quanto essa mulher se destaca nesse ambiente hierarquizado e em maior parte masculinizado. Diferente da mulher coreana, a mulher japones já está aos poucos ocupando o seu espaço no país do sol nascente.




 A mulher japonesa tem se mostrado mais guerreira que a mulher coreana, e não é um exagero meu, apesar de admirar mais a cultura coreana. A mulher japonesa tem  características marcantes como sua beleza e sua inteligencia chaves principais do seu sucesso. A mulher japonesa é quase que o ícone absoluto da Ásia, pensa - se em mulher asiática, o primeiro lugar que se vem a cabeça é o japão. Enquanto a mulher coreana tem uma aparência mais moderna, a mulher japonesa se destaca pela sua luta e atitude moderna. Apesar de que ainda apresentam a mulher japonesa ao mundo como aquela mulher dócil, capaz de aceitar tudo e ser sempre fiel, não que ela não seja, mas aceitar tudo é uma coisa que a mulher japonesa vem desconstruindo ao longo de sua jornada. 




Inoue mao, Atriz
Os doramas japoneses ainda trata a mulher japonesas de modo bem parecido como os doramas coreanos tratam sua mulher, sempre como aquele ser dócil dedicada a vida, mas quando se casam abdicam de sua profissional e dedicam-se a família, o que atualmente não vem sendo um fato concreto e provável uma vez que os dados de pesquisas mostram cada vez mais que a mulher japonesa está independente, mesmo que ainda não tenha alcançado os cargos máximos do seu sistema social e profissional. Todos sabem e conhecem o quão machista e hierarquizada é sociedade japonesa, no entanto essas mulheres já podem comemorar a decadência do machismo em sua sociedade uma vez que dados comprovam o crescimento do números de mães solteiras e de mulheres que mesmo depois de casadas continua a trabalhar, apesar de que se essa mulheres faltam constantemente no trabalho são "jogadas" de lado, mas com o crescimento das mães solteiras esse fato também vem diminuindo no país.

O japão, apesar dessa conquista feminista linda, é um país que ainda preza muito suas tradições e uma das mais valorizadas são as tradições envolvendo as mulheres, o que torna a sociedade machista. De acordo com o tradicionalismo a mulher não tem autonomia própria, pois durante toda sua vida ela passa por ciclos de dependências inicialmente ele depende do seu pai, e caso seu pai morra dependerá ela do irmão mais velho, e se ela se casa automaticamente deixa de fazer parte da sua família para fazer parte da família do seu esposo e assim passa a depender dele, e caso fique viúva, dependerá do seu filho. Além desse tradicionalismo, a mulher é como o objeto perfeito pra ficar e cuidar da casa, o homem jamais exercerá nenhuma atividade domestica sob pena de ser ridicularizado, alem do que ele não sai em público com a sua esposa. Esse processo tradicionalista só reforça o machismo existente na sociedade japonesa.

E nos dias de hoje a mulher japonesa luta para deixar de ser um mero objeto de estimação da sociedade japonesa, tenta desconstruir essa imagem submissa e de dona de cara que elas possuem. A força feminina se encontra bastante unida e já conseguirão superar muitos obstáculos. Estão sempre mostrando o que fizeram o que fazem e o que podem fazer a fim de serem reconhecidas e valorizadas. O primeiro passo já foi dado e alguns obstáculos já foram derrubados, agora elas estão a alguns passos do seu lugar ao sol, lugar mais que merecido e que deve ser reconhecido.



*Gente, vou ficar devendo  pra vocês falar sobre as gueixas, mas fica para depois, 
pois  elas merecem um post só pra elas*

2 comentários:

  1. Ótimo texto!!

    Vou ficar na espera das gueixas.

    Raquel.

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  2. É um absurdo as mesmas mulheres que geram e carregam esses homens machistas durante nove meses e são tratadas como lixo não da para entender um negocio desse eu como mulher fico indignada e com certeza não aceitaria ser tratada de tal forma nunca jamais !

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